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Projetos - Educacional

Alfabetização de Adultos

A Casa dos Pandavas vem, nos últimos cinco anos, alfabetizando e dando apoio aos adultos sem escolaridade e outros com escolaridade mínima mas com desejo de continuar seus estudos para se inserirem na nossa sociedade letrada. Muito mais que isso, na busca da dignidade da qual foram excluídos. Com incentivo de material e pagamento de professor no ano de 2007, a professora Marisa do CPCP foi nomeada, em parceria com o SENAR,professora alfabetizadora, para atuar no bairro dos Souzas e escolhida como a melhor alfabetizadora da equipe. No ano de 2007, já tivemos a primeira turma formada por esta professora.
Marisa Elisabete Morais Soares, teve seu projeto de Geografia com a 2ª serie entre os 50 finalistas do Premio Professor Nota 10 da fundação Vitor Civita, 2008. Foram inscritos mais de 5000 projetos, e o Instituto Pandavas foi a única escola do Vale do Paraíba a ter seu projeto entre os 50 finalistas.

Fotos (Clique na foto para ampliar)

  • Alfabetização de Adultos

Viva a Diferença! Viva a Semelhança

PROJETO “VIVA A DIFERENÇA! VIVA A SEMELHANÇA!”
CENTRO PEDAGÓGICO CASA DOS PANDAVAS
2ª SÉRIE - PROFESSORA MARISA
2007


DADOS DO PROJETO

Município – Monteiro Lobato – SP
Número de Habitantes – 3.938
Escola – Centro Pedagógico Casa dos Pandavas – filantrópica ( gratuita )
Mantenedora – Associação Palas Athena do Brasil
Projeto – Viva a Diferença! Viva a Semelhança
Turma envolvida – 2ª série – Ensino Fundamental ( 8,9 e 10 anos )
Área de Conhecimento – História e Geografia
Professora – Marisa Elisabete Moraes Soares
Número de alunos – 22
Duração do Projeto – o ano todo (de fevereiro a novembro - 2007)
Visitas realizadas – 23 - 22 famílias / 1 visita à Prefeitura Municipal
Recursos Humanos e Materiais – ônibus escolar gratuito, casa e famílias dos alunos.

 

Caracterização do Município e da região onde a escola está inserida

 

O Centro Pedagógico Casa dos Pandavas está localizado na zona rural do município de Monteiro Lobato, a aproximadamente 150 km. de São Paulo e 30 km. de São José dos Campos, aos pés da Serra da Mantiqueira, numa região de mananciais. A economia se baseia na agropecuária e num turismo incipiente. O solo foi esgotado pela plantação de café e posterior pastagem. As matas nativas ocupam pequenos espaços que resistem à falta de planejamento e de políticas ambientais.
A Escola: o Centro Pedagógico Casa dos Pandavas foi criado em 1978 pela Associação Palas Athena do Brasil, como Lar Assistencial. Em 1986 ampliou suas atividades com a criação da escola, que hoje é sua principal atividade. Atende a um público bastante variado em suas características sociais, culturais e econômicas, tendo este ano 152 alunos, distribuídos nos níveis de Educação Infantil a 9º ano. Foi construído através de mutirões, doações e trabalho voluntário. As ações da Casa dos Pandavas fundamentam-se nos princípios de convivência humana de diferentes grupos sociais e em sua atuação solidária e integrada à comunidade local.
Além da preocupação com o desenvolvimento lingüístico e matemático, tem como meta promover o auto conhecimento e o conhecimento do outro; a aceitação das diferenças; a cooperação e o diálogo como mediador de conflitos.

 

Justificativa:

 

A idéia do Projeto surgiu pelo fato de eu estar recebendo uma turma “nova”, que havia passado 2 anos com a mesma professora, havendo a preocupação de criarmos vínculos, minimizando o sentimento de perda das crianças e de seus pais. Além disso, a escola como um todo tem sentido a cada ano com mais força, a necessidade de conhecer de perto a realidade de nossos estudantes. Por tudo isso, pensei que seria interessante que eles me apresentassem suas casas e suas famílias.
O projeto, inspirado no livro de Sueli Furlan, Aloma Fernandes de Carvalho e Francisco Scarlato, “Lugares e Paisagens: Descobertos, Encontros e Desencontros”, foi pensado de forma a contemplar o conteúdo de História e Geografia da 2ª série: desenho dos percursos ( mapa ); tipos de construção; nível sócio-econômico das famílias; tratamento de esgoto; fornecimento de água e luz; importância e condição dos rios; diferenças da paisagem; ocupação humana e seus impactos no ambiente; preservação e degradação ambiental; organização da sociedade; principais características das zonas rural e urbana; hábitos de consumo; emprego e trabalho; histórias do lugar, etc. A forma de avaliação escolhida foi o registro das visitas através de relatórios, entrevistas, reescrita das histórias das famílias, gráficos, cálculos das distâncias entre a escola e as casas dos alunos, reunidos em um portfolium. Isso implicou na aprendizagem de outras tipologias textuais, uma vez que estavam habituados com textos mais literários, além da introdução da prática de revisão de textos.
A intenção deste estudo, além do estreitamento de laços, era que houvesse uma mudança de postura dos alunos, da família e da professora em relação à condição de cada um, seus direitos e deveres, ou, nas palavras de Sueli Furlan:
“Desenvolver a capacidade dos alunos de observar, com intenções de mudança, o entorno social e natural”.

 

Objetivos

 

Através da realização do projeto, esperamos que:
• As crianças, a professora e suas famílias estejam mais próximas, formando um grupo mais confiante e fortalecido;
• Os alunos conheçam os diferentes hábitos familiares, reconhecendo as diferenças sócio-econômico-culturais entre os componentes do grupo e suas razões;
• Aprendam a maneira de se comportar em diferentes locais;
• Os alunos saibam redigir e revisar relatórios, histórias e entrevistas, considerando as diversidades textuais;
• Os alunos reconheçam aspectos geográficos da paisagem, fauna e flora;
• Saibam desenhar mapas simples, compreendendo a necessidade de escalas;
• Saibam registrar informações em forma de gráficos;
• Sejam capazes de utilizar instrumentos de medida, como régua e trena.
• Pesquisem hábitos antigos, brincadeiras e demais costumes familiares;
• Aprendam sobre os direitos e deveres dos cidadãos e do poder público;
• Reconheçam as peculiaridades das zonas rural e urbana;
• Conheçam diferentes tipos de cultivo da terra;
• Percebam os impactos ambientais causados pela ocupação humana.
• Elaborem um portfolium individual com os registros revisados de todas as visitas ( considerado como um dos instrumentos de avaliação ).
Durante a realização do projeto, surgiram outros objetivos:
• Aprenderam a redigir cartas formais e informais;
• Exercitaram a possibilidade de reivindicar direitos e exigir resposta;
• Conheceram algumas razões que levam as pessoas a abandonarem seu lugar de origem e aprenderam a localizá-los no mapa do Brasil.

 

Metodologia - Etapas do Projeto:

 

1ª Etapa - Diagnóstico – Conhecer as crianças e suas famílias, estabelecendo o vínculo inicial.

• Primeiro contato com as crianças, sugerindo a vontade da professora de conhecer suas casas e suas famílias.
• Aceita a idéia, passamos a elaborar a lista dos alunos de acordo com a distância entre a escola e suas casas, enumerando a ordem das visitas.
• Reunião de pais para apresentar o projeto, planejando as datas das visitas de acordo com a disponibilidade de cada família e a responsabilidade de cada um dentro do projeto (como receber, disponibilidade para a entrevista, etc.)
• Questionário feito para as crianças, para investigar seus conhecimentos iniciais a respeito dos bairros da cidade de Monteiro Lobato e as peculiaridades de cada um:
1) Em que bairro você mora?
2) Você conhece outros bairros da nossa cidade? Quais?
3) Seu bairro fica longe ou perto do centro?
4) O bairro onde está a nossa escola fica no mesmo lugar onde você mora?
5) O que o seu bairro possui para diversão e lazer de seus moradores?
6) O que o seu bairro não possui para lazer e diversão?
7) Como são os meios de transporte para o lugar onde você mora?

• Elaboração de questões, junto com os alunos, para entrevista com os pais.


Elaboração das perguntas:
Professora, para os alunos: O que nos interessa saber de cada família? Que perguntas podemos fazer em todas as casas, evitando criar constrangimento às pessoas?
A idéia era fazer algumas perguntas abertas, permitindo que cada mãe pudesse falar livremente da sua história, de acordo com sua confiança. As situações que surgiram foram surpreendentes, como é possível ver no registro das crianças.
Perguntas elaboradas junto com a turma:
1) Quantas pessoas moram na casa?
2) Todos trabalham fora, ou não? O que fazem?
3) Estudam? Em que série? Até que série estudou?
4) De onde vocês vieram e por que vieram para Monteiro Lobato?
5) O rio que passa aqui é o mesmo que passa na escola?
6) Quanto gasta de energia elétrica por mês?
7) *Quanto gasta de água?
8) Usa filtro para água?
9) Quanto gastam por mês de arroz, feijão, açúcar e óleo?
10) Como foi a sua infância?
11) Qual o seu sonho?
12) O que acha que precisa ser mudado em sua cidade?
13) Daqui a vinte anos, como você acha que estará nosso país?
14) Diga uma só palavra para definir a sua vida.

*Aqui sugiram questões de fornecimento e captação de água. Na zona rural a captação de água era feita diretamente das nascentes. Conforme nos aproximávamos do Centro surgia a presença da SABESP.

 

2ª etapa – Realização das Visitas e Registros

 

• 1º Problema: Foi necessário calcular a medida da escola até a primeira casa, para estimar o tempo para realização deste percurso a pé e registrar as distâncias da casa de cada um.
Decidimos utilizar uma fita métrica e tomar como base o tamanho do pátio da escola, para ter a idéia de quantos pátios são necessários para fazer um 1 Km., já que na entrada do caminho que levava à primeira casa havia uma placa: “Pandavas – 1 km”. É muito? É pouco? Quanto tempo? Os cálculos foram feitos por estimativa, sempre levando em conta as poucas placas com indicação de quilometragem.
• Realização das visitas com entrevista, seguida de registro das histórias de cada família. Em cada visita um aluno era escolhido para fazer as perguntas. O registro era feito pela professora e, já em sala, cada um fazia o seu relatório, com base nas anotações dela, além das observações na roda de conversa no local, logo após a visita. O desenho do mapa (esboço) do percurso feito a pé, observações da paisagem, registro fotográfico e demais peculiaridades de cada local, eram feitos durante o trajeto, sempre que descobriam um elemento importante que pudesse ser referência.
• Em sala de aula, no dia seguinte à visita, eram feitos os relatórios individuais e mapas do percurso.
• O ponto de partida inicial foi a escola. A cada próxima visita, íamos de ônibus escolar até o ponto onde paramos na visita anterior, percorrendo a pé o percurso até a próxima casa.
• Reconhecimento do Mapa de Brasil, destacando os estados de origem de várias famílias.
• Elaboração de gráficos de consumo de alimentos, luz, água, casa servidas pela SABESP, número de pessoas na casa, número de alunos moradores da zona rural e urbana, distância das casas em relação à escola.
• Elaboração de carta ao Prefeito Municipal comunicando as pesquisas feitas e reivindicação de condições de trabalho e saneamento básico.
• Visita ao Prefeito e entrega da carta.

 

3ª etapa – Avaliação

 

• Compilação dos relatórios individuais, entrevistas, cartas, histórias, gráficos, mapas, fotos para elaboração do portfolium, com a ajuda da professora de Artes.
• Escrita de carta aos autores do livro contando as experiências com o Projeto e agradecendo pela idéia.
• Apresentação do trabalho finalizado para os colegas da escola, pais e convidados.
• Avaliação final individual, escrita, solicitando que cada um dissesse o que aprendeu com o Projeto.

Obs. – Todas as turmas da escola apresentam uma peça de teatro por ano. No caso da 2ª série é feita uma reescrita teatralizada em grupo, de um conto de fadas. Neste ano foi escolhida “A Bela Adormecida”. Na versão produzida por eles, quiseram incluir conhecimentos adquiridos durante o projeto, surgindo coisas como: O príncipe e a princesa eram ambientalistas e seu encontro se dá quando os dois caminham na mata reclamando do desmatamento e recolhendo lixo deixado por turistas, revelando um fato que ocorre no nosso município.
Nas referências de localização de seu castelo ou outras, usaram terminologia específica como: planície, montanha, planalto, depressão, etc.
A bruxa é uma devastadora, que odeia a natureza e os “ecochatos”, referindo-se ao príncipe e à princesa.

 

FALHAS OBSERVADAS NA AVALIAÇÃO DA PROFESSORA

 

• Faltou registrar as distâncias da casa de cada um até a escola e a distância total percorrida a pé pelo grupo durante o projeto. Isso aconteceu, acredito, pelas inúmeras curiosidades que surgiram durante as visitas, o que desviou nossa atenção.
• A apresentação final foi prejudicada por ser realizada no mesmo dia da apresentação do Teatro, como finalização do Projeto. A idéia era boa, mas não contamos com a excitação das crianças em relação ao teatro, o que reduziu a importância dada à apresentação do portfolium.
Obs. Uma grande frustração foi a carta escrita para os autores. Ela foi enviada para o endereço da Editora Nacional e devolvida por mudança de endereço. Enviamos também por e-mail, mas não obtivemos resposta.
Já a carta ao prefeito obteve uma resposta oficial. Entretanto isso ocorreu em grande parte porque os alunos a cobravam todos os dias (o ponto do ônibus escolar é em frente à prefeitura). Ele não teve saída!

 

Avaliação final da Letícia ( aluna )

 

“Eu aprendi a observar as paisagens, o que é zona urbana e zona rural. Também aprendi a escrever uma carta para o prefeito pedindo algumas coisas. Observando, vi as áreas preservadas e as que eram só pasto. Aprendi a fazer relatórios bons e quantos metros vale um quilômetro. Descobri que a casa própria era o sonho da maioria dos pais. A gente aprendeu o que é animal doméstico e o que é uma área. Aprendi a fazer gráficos e como usar a régua certo. E quando fomos à primeira casa aprendemos a respeitar a história de vida de cada um. Aprendemos também o que é um loteamento clandestino. Este projeto foi muito legal, conhecemos a casa de todos os colegas. Quando fomos para a casa da Ana Clara Ramos, passamos em frente à casa do seu Tino e vimos o carro dele que era muito antigo ( um Ford 1922 ). Aprendemos o que é migração. Também conhecemos o mapa do Brasil e os estados. Vamos apresentar o nosso livro e falar sobre o que aprendemos para toda a escola. Além da gente aprender muito mais coisas, a gente se divertiu muito! Conhecemos a história do Souza (bairro onde se encontra a escola). Conhecemos que tipo de plantação havia nos lugares. Aprendemos como se comportar na casa dos colegas. Aprendemos a andar na rua respeitando as outras pessoas que estão passando e as que estão em suas casas. Aprendemos a desenhar mapas. Conhecemos a história do Jardim Iracema e conhecemos a família e o estado da família dos nossos colegas ( estado político ).
Quando a gente começou o projeto eu pensei que ia ser outra coisa. Eu adorei nosso projeto.”

 

Relato da professora Marisa

 

“Começamos o projeto comigo desejosa de me fazer aceita por um grupo que até então só conhecia uma única professora, a Lena.
Indo a campo, nossa tarefa primeira foi nos programarmos para observar tudo ao nosso entorno. E lá fomos, com o pé na estrada e muita conversa rolando. Olhar para ver além, fazendo uma leitura menos ingênua de nosso bairro e de nós mesmos: este era o meu maior objetivo, enquanto íamos construindo nossa amizade.
“Olhem lá, vejam mais ali, e acolá, aquilo é pé de quê? Nossa! Muito pasto, pouca mata preservada! E esse riacho, vem de onde? O rio que passa aqui é o mesmo que passa na nossa escola?”
No meio do caminho, a cruz misteriosa... alguém morreu aqui. Como foi?
A pedra maldita de castigo dos escravos, histórias e mais histórias...
Ouvidos atentos às muitas entrevistas, colocadas nos relatórios segundo a visão de cada um. O que se assemelha à sua história? O que é diferente?
O sonho da casa própria, a falta de emprego para muitos dos pais, a despeito do esbanjamento consumista de outros poucos. Realidades próximas e distantes a um só tempo, pelas diferenças sociais tão gritantes. Quem realmente as vê? Quem as sente? Quem cura suas alienações, que aceitam como desígnios de Deus?
“Ganhei meu primeiro sapato aos 15 anos... Pobres e ricos sempre existiram, sempre foi assim. É a vontade de Deus. A verdadeira riqueza está no reino dos céus”- (mãe da Maria Gabriela). E na casa ao lado: “Meu marido é oceanógrafo. Nós nos conhecemos trabalhando no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ). Viemos morar aqui em busca de sossego e qualidade de vida” – ( mãe da Maria Clara ). Diferenças saltavam aos olhos, seria melhor vê-las como barbárie dos homens?
Loteamento clandestino ou a única saída possível para a moradia própria?
Esgoto não tratado e uma igreja que solta seus dejetos no rio. Isso é coisa de Deus? Mas, na verdade, todos soltam! Mas não tão explicitamente. Isso é mais ou menos imoral? A quem reivindicar? À Sabesp? À prefeitura? Foram tantas as perguntas, pedidos, cartas à procura de soluções. Foi necessária uma visita ao prefeito para contar as nossas descobertas e exigir providências. Nossa coleguinha teve que mudar de cidade por falta de emprego dos pais. Lágrimas na despedida...
Em cada casa uma grande recepção! As mães se esmeraram em oferecer o seu melhor: docinhos, salgadinhos, bolos, sucos...
E assim, a cada passo uma conquista. E pelos quilômetros percorridos a pé fomos aprendendo a refletir. Fui crescendo com eles, conhecendo realmente as histórias dos meus alunos, do meu bairro e sentindo quanto eu pertencia a ele. Quanto mais nos conhecíamos, mais a diferença nos unia e isso foi, com certeza, a nossa maior aprendizagem. O tudo aprendido sobre gráficos, desenho de mapas, conceitos geográficos, nos possibilitou uma maior compreensão da realidade vivida por eles, porém, não teria havido uma interação tão grande se tudo tivesse sido mostrado de forma expositiva, sem relação com nossas vidas. Para citar Paulo Freire, “minha cabeça está onde o meu pé pisa”, só assim posso ver além, estar engajada num movimento de mudança ou de permanência, se preciso for. Estar aqui de corpo e alma, é isso que vai fazer a diferença, como disse Letícia no final do projeto: “ser honestos, guardiões da natureza é o que a Marisa e o país inteiro espera de nós”.”
 

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